A Plataforma das Organizações da Sociedade Civil para Saúde em Moçambique (PLASOC-M) ofereceu apoio técnico no workshop fortalecimento das organizações comunitárias que actuam na resposta ao HIV e à Tuberculose, realizado a 24 e 25 de Agosto em Maputo.
Organizado pelo Projecto Catalisar, o encontro reúne representantes de Organizações de Base Comunitária (OCBs) com intervenções nas áreas do HIV e da Tuberculose, provenientes das províncias de Maputo e Nampula. A iniciativa procura criar um espaço de aprendizagem entre pares, troca de experiências e partilha de boas práticas, com vista ao reforço das capacidades organizacionais e técnicas das organizações comunitárias.
O apoio técnico da PLASOC-M constitui uma componente central desta iniciativa, contribuindo para facilitar o diálogo, a aprendizagem colectiva e a identificação de soluções para os desafios que afectam actualmente as organizações comunitárias. A participação da Plataforma enquadra-se no seu papel de promoção de uma sociedade civil mais capacitada e capaz de contribuir para respostas de saúde centradas nas pessoas e nas comunidades.
A Coordenadora de Programas da PLASOC-M e facilitadora do workshop, Eládia Madau, destacou a relevância do encontro num contexto marcado pela redução do financiamento externo destinado a iniciativas de HIV e Tuberculose. Segundo Madau, a actual conjuntura exige que as organizações comunitárias reforcem a colaboração e procurem alternativas para garantir a sustentabilidade das suas intervenções.
“É importante que as OCBs partilhem experiências e criem conexões com vista a buscar soluções de financiamento doméstico, incluindo através de consórcios, para reduzir a dependência dos financiamentos externos”, afirmou a responsável, alertando que as crises de financiamento podem comprometer a continuidade dos serviços comunitários e afectar directamente as pessoas beneficiárias.
Ao longo do workshop, estão em debate temas considerados estratégicos para a sustentabilidade das organizações, incluindo gestão organizacional e financeira, mobilização de recursos, monitoria e prestação de serviços comunitários. A abordagem pretende estimular a aprendizagem entre organizações e fortalecer a capacidade destas entidades para desenvolver intervenções mais eficazes, sustentáveis e alinhadas com as necessidades das comunidades.
