No âmbito do programa “Reforço da Resposta Nacional ao HIV e TB em Moçambique”, a PLASOC-M realizou, 27 de agosto a 17 de outubro, a formação de 76 Comités de Saúde (CS), uma iniciativa financiada pelo Fundo Global (FG).A formações realizadas foram no âmbito da Monitoria Liderada pela Comunidade, a actividade, realizada em duas fases, envolvendo 1181 membros de Comités de Saúde (CS) de 20 distritos das 9 províncias do País, sendo Maputo Cidade (61), Maputo Província (210), Gaza (130), Nampula (190), Niassa (105), Inhambane (110), Manica (148), Sofala (82) e Zambézia (146).
O processo visava doptar os comités de competências técnicas e organizacionais, consolidando-os como estruturas comunitárias fortes e participativas, capazes de promover a saúde, prevenir doenças, facilitar o diálogo entre a comunidade e as unidades sanitárias e contribuir, de forma sustentável, para a melhoria das condições de saúde locais.
O processo, aliado à experiência prévia da PLASOC-M na implementação da MLC, é descrito pela plataforma como a abertura de oportunidade única para a consolidação da saúde comunitária em Moçambique, tendo como acções estratégicas: operacionalização das Estratégias do DEPROS ao Nível Local; uso de Evidência da MLC para Orientar a Educação para a Saúde; reforço da Advocacia pela Humanização e Direitos do Utente; e integração nos Comités de Co-Gestão e Humanização.
A Coordenadora da PLASOC-M, Eládia Madau, refereu que a formação cumpriu integralmente os seus objectivos nacionais, estabelecendo bases para uma participação comunitária mais activa, informada e sustentável. “A consolidação desta estrutura tem o potencial de transformar a forma como as comunidades interagem com o sistema de saúde, reforçando o papel dos comités como actores-chave na melhoria dos serviços e no controlo das epidemias prioritárias” – disse a Coordenadora.
